VII ENANCIB - Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação
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Vera Lucia Belo Chagas

(Inter)Faces da Informação

Vera Lucia Belo Chagas
UFPR

Claudia Coser
UFPR

     Texto Completo: PDF
     Texto submetido em: August 21, 2006

Resumo
O referido trabalho consiste num ensaio teórico a respeito de alguns elementos envolvidos no contexto da informação. Busca-se lidar com os conceitos de informação, redes sociais e agência nas organizações. Caracteriza-se organização enquanto sistema social; dirigido por objetivos coletivos; com regras construídas intersubjetivamente pelos membros a partir de suas interações; estruturas de poder e dominação; de interesses econômicos, políticos e sociais; com construções simbólicas; práticas sociais e; ação coletiva mobilizada para produção. De acordo com Checkland e Holwell (2002) um sistema de informação (veiculado ou não por recurso tecnológico) suporta processos: a) individuais formados pela experiência conhecimentos, crenças, conhecimentos, crenças e história, entre outros, derivando da percepção da realidade seletivamente; b) sociais, a partir de linguagem sofisticada (discurso), percepções, atribuições de significado, julgamentos estarão fortemente condicionados pelas trocas com os outros (intersubjetividade); c) organizacionais, tendo em vista que mudanças internas e externas às organizações podem mudar as percepções individuais e grupais conduzindo a novas acomodações, intenções e propósitos. Parte daí o destaque às variáveis como: informação, agência/agente e redes sociais. A informação numa perspectiva processual, nunca será estática, ou sujeita a apenas uma definição, sempre estará em estado de fluxo (Checkland e Holwell, 2002); a informação não ‘é’; mas ‘está’, é transitória, está em constante vir-a-ser. O uso efetivo da informação depende do propósito do(s) agente(s), da sua predisposição para selecionar, ampliar, rejeitar, atenuar ou distorcer. Um agente é capaz de exercer algum grau de controle sobre as relações sociais em que está imerso (Sewell), é capaz de intervir no mundo ou abster-se de tal intervenção, com o efeito de influenciar um processo ou estado específico de coisas (Giddens, 1989). Tais agentes podem estar ‘posicionados’ em configurações estruturais, dotados de papéis e funções específicas. As redes sociais, compostas por atores que compartilham cognições, regras, normas, valores entre outros elementos que tanto constrangem quanto habilitam as ações e interações entre os atores. Dessa maneira informação, agente e as redes sociais podem ser analisadas enquanto processos recursivos, em constante movimento. O profissional da informação nessa perspectiva necessita levar em conta que a informação pode estar muito mais revestida de dimensões políticas, culturais, sociais do que pragmáticas e instrumentais.




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