VII ENANCIB - Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação
    Home > Papers > Marcus José de Oliveira Campos
Marcus José de Oliveira Campos

A apreensão do âmbito das cadeias produtivas intermediada pela articulação das classificações de atividades econômicas: proposta metodológica e aplicação ao agronegócio

Marcus José de Oliveira Campos
CPDA/UFRRJ

Antonio Braz de Oliveira e Silva
PPGCI/UFMG

     Texto Completo: PDF
     Texto submetido em: October 4, 2006

Resumo
O objetivo desse artigo é propor a organização de um esquema de classificação que permita aos pesquisadores - analistas da economia industrial, analistas setoriais e outros interessados - estudar um conjunto de informações econômicas relacionadas entre si, mesmo que esse relacionamento seja uma definição ad hoc do pesquisador.
As atividades produtivas têm suas informações econômico-financeiras ordenadas segundo uma classificação de atividades econômicas (CAE) e, tanto as classificações como as informações levantadas, devem obedecer alguns outros preceitos, como a comparabilidade intertemporal e espacial - entre regiões de um país e entre países – e são, por isso, alvo de normalização internacional coordenada por organismos multilaterais. Ainda que representem um esforço notável de negociação não se pode exigir de uma classificação que ela espelhe toda a complexidade do objeto do mundo real. Um exemplo da insuficiência das classificações econômicas, com relação a esses aspectos, é que, embora descrevendo detalhadamente o conteúdo de cada atividade econômica e aplicando o princípio do terceiro excluso, elas não apontam, diretamente, as relações entre as diferentes atividades, pelo menos não toda a ordem de relacionamentos.
As diversas versões de CAE’s têm como referência o conceito econômico de função de produção – conjunto de insumos transformados, a partir da aplicação de trabalho e o uso de capital e ferramentas, em novos bens ou serviços. Mesmo que o interesse do pesquisador não esteja nessa seqüência de transformações, ele pode pretender estudar atividades produtivas que têm outros atributos em comum, como por exemplo: i) estarem sujeitas à mesma legislação; ii) fornecerem para o mesmo mercado (bens ou serviços que sejam substitutos próximos); iii) representarem uma mesma área de conhecimento tecnológico; ou iv) estarem sujeitas a restrições e incentivos de políticas públicas semelhantes.
O principal problema nesse tipo de estudo é que, em muitos casos, como não há uma referência na classificação ou uma recomendação internacional, seus contornos ficam em aberto e são desenhados segundo a visão pessoal de cada pesquisador. Dessa forma, reconhecendo que os limites para esses estudos não podem ser impostos externamente, esse artigo propõe que, pelo menos, as atividades selecionadas sejam agrupadas em categorias com características semelhantes e que todas estejam referenciadas com as CAE’s, nacionais ou internacionais.
O presente artigo propõe quatro categorias: I) atividades ‘Centrais’ ou ‘Núcleo’; II) atividades ‘Interdependentes’; iii) atividades ‘Parcialmente Articuladas’; e IV) atividades de ‘Suporte Não-Dedicado’. As vantagens dessa definição estão na facilitação da comparação e na melhor compreensão dos procedimentos metodológicos adotados pelo pesquisador. Pode-se pensar, ainda, em diferentes níveis de rigidez com relação ao conteúdo, mas não em relação aos procedimentos. Assim: i) as atividades no núcleo passam a ter uma definição única, não podendo ser alterada; ii) as demais atividades podem ser alteradas, mas o pesquisador se obriga a apresentar as inclusões em um dos grupos adicionais com sua CAE e uma justificativa, facilitando a comparação com outros estudos e a compreensão da intenção do pesquisador. Para testar este procedimento metodológico, este texto realiza a aplicação dos grupos às atividades que compõem o agronegócio.




    Saiba mais
    sobre
    o projeto...


Public Knowledge

 
Open Access Research
Home | Apresentação | Programação
Trabalhos científicos | Inscrições | Organização | Fotos
  Top